DataZAP Report #118
24/06/2026|DataZAP Report
As principais notícias do mercado imobiliário entre 18 a 24 de junho, comentadas por nossos especialistas.
Mais da metade das incorporadoras já adotam ferramentas de inteligência artificial

A adoção da inteligência artificial no mercado imobiliário brasileiro atingiu a marca de 56,5% das incorporadoras do país, conforme aponta uma pesquisa inédita realizada pela Morada.ai, BCB Inteligência e agência Upload, apresentada no Morada Summit 2026. A pesquisa mapeou a penetração da tecnologia no setor, revelando que o debate estratégico migrou da viabilidade de uso para a otimização prática dos processos. Um dos principais pontos da pesquisa é que a utilização das ferramentas de IA não está associada ao porte da operação das empresas, mas sim à capacidade estrutural de converter testes pontuais em implantações consolidadas, governança e resultados mensuráveis, gerando mais eficiência e produtividade para melhores decisões de negócio.
As incorporadoras conseguem ver os pontos positivos em atendimento ao cliente (35%), produtividade (31,2%) e redução de custos (30,8%), concentrando-se principalmente nas áreas de marketing comercial e gerenciamento de obras. As principais ferramentas utilizadas estão sendo lideradas por Claude (22,7%), ChatGPT (19,9%) e Gemini (13,1%), sob forte predominância de soluções de terceiros, adotadas por 67,9% das empresas. A adoção da inteligência artificial no setor ainda está em andamento, visto que 41,7% dos usuários trabalham com a tecnologia em um período recente de um a três anos.
Em contrapartida, as barreiras identificadas entre as empresas não aderentes concentram-se na dúvida sobre o retorno do investimento (23,8%) e na falta de equipes capacitadas (19,5%). Como implicação prática e desfecho do cenário mapeado, o setor projeta expansão para o decorrer de 2026, com 37,1% dos atuais usuários planejando ampliar seus aportes e potenciais novos entrantes direcionando interesse para frentes de análise de crédito e engenharia, consolidando a busca pela conversão de dados em eficácia financeira.
Tonino Lamborghin no mercado imobiliário residencial do litoral catarinense

A expansão dos projetos desenvolvidos em parceria com marcas internacionais de luxo (branded residences) vem ganhando espaço no mercado imobiliário brasileiro e transformando o conceito de moradia de alto padrão. Chegou no litoral catarinense o Tonino Lamborghini Residences Balneário Camboriú, o projeto em parceria com a construtora Embraed, traz a assinatura da marca Tonino Lamborghin dedicada à incorporação de elementos ligados ao design italiano.
A Tonino Lamborghin é uma marca global que licencia produtos de alto luxo, como relógios, fragrâncias e empreendimentos residenciais luxuosos ao redor do mundo. O Tonino Lamborghini é filho do designer de automóveis Ferruccio Lamborghini, porém, diferente da montadora de carros, Tonino seguiu o caminho no mundo do design e da engenharia focada em estilo de vida levando a estética italiana para mais de 40 países.
O Tonino Lamborghini Residences Balneário Camboriú é visto pela Embraed como um marco na evolução de seus empreendimentos, especialmente pela integração entre arquitetura contemporânea, design internacional, tecnologia e experiências ligadas ao conceito de branded residences. Além da estética, o projeto incorpora soluções ligadas à automação residencial, carregamento para veículos elétricos e cobertura Wi-Fi de alta performance em toda a estrutura do edifício, incluindo elevadores e garagens subterrâneas. O espaço reúne ainda peças assinadas pela marca italiana e mobiliários exclusivos desenvolvidos para o residencial.
A entrega deste empreendimento reforça a presença de Balneário Camboriú no mercado global de luxo e passa a concentrar parte dos projetos ligados a grifes internacionais no país. Dentro desse movimento, São Paulo, por exemplo, já se consolidou como um dos principais pólos globais de branded residences, concentrando projetos ligados a marcas como Fasano, Armani, Pininfarina, Rosewood e Faena.
Essa tendência apresenta forte potencial pois a marca passa a atuar como um diferencial para a sustentação de preço, no cenário de regiões onde o preço do metro quadrado já atingiu patamares elevados, o endereço deixa de ser o único fator de valorização. Além disso, projetos com marcas renomadas tendem a apresentar maior velocidade de vendas visto que este segmento de alta renda têm menor dependência das oscilações econômicas.
Leia mais: https://imobireport.com.br/incorporacao/primeiro-tonino-lamborghini-do-mundo-e-entregue-em-sc/
Aluguel comercial avança e supera a inflação

De acordo com o Índice FipeZAP Comercial, que monitora o mercado imobiliário comercial em 10 cidades brasileiras, os preços de venda registraram um aumento de 0,20% em maio de 2026, enquanto os preços de locação apresentaram alta de 1,48%, atingindo a maior elevação mensal desde abril de 2012 (+2,07%). No acumulado do ano até maio, a venda de imóveis comerciais acumulou alta de 1,09%, ao passo que o aluguel comercial subiu 5,37%. Nos últimos 12 meses, a venda registrou valorização de 2,26% e a locação de 10,60%. Para fins de comparação, o IPCA acumulou alta de 3,20% no ano e de 4,72% em 12 meses, enquanto o IGP-M variou 3,79% e 1,95% nos mesmos períodos.
Entre as monitoradas, as variações nos preços de venda de maio se distribuíram da seguinte forma: Florianópolis (+1,15%), Curitiba (+0,47%), Campinas (+0,41%), Rio de Janeiro (+0,30%), São Paulo (+0,29%), Belo Horizonte (+0,17%), Niterói (-0,19%), Porto Alegre (-0,24%), Brasília (-0,24%) e Salvador (-0,76%). Já os preços de locação apresentaram: Brasília (+3,48%), Rio de Janeiro (+3,31%), Curitiba (+2,01%), Belo Horizonte (+1,62%), Niterói (+1,45%), Florianópolis (+1,19%), Porto Alegre (+0,65%), São Paulo (+0,65%), Salvador (+0,53%) e Campinas (+0,18%).
O preço médio de salas e conjuntos comerciais em maio de 2026 foi de R$ 8.756/m² para venda e de R$ 52,65/m² para locação. Entre as 10 cidades, os maiores preços médios de venda foram registrados em São Paulo (R$ 10.539/m²), Curitiba (R$ 9.169/m²) e Florianópolis (R$ 9.019/m²), enquanto os menores ficaram em Porto Alegre (R$ 6.451/m²) e Salvador (R$ 5.598/m²). Na locação, os destaques foram São Paulo (R$ 60,99/m²), Rio de Janeiro (R$ 54,89/m²) e Salvador (R$ 53,23/m²), contra Porto Alegre (R$ 34,63/m²) e Belo Horizonte (R$ 37,18/m²) nas posições mais baixas.
Quanto à rentabilidade do aluguel comercial, o retorno médio anualizado atingiu 7,47% ao ano em maio de 2026, acima do verificado na locação residencial (6,11% ao ano). Entre as cidades, Salvador registrou o maior rental yield (11,28% a.a.), seguido por Campinas (8,83% a.a.) e Rio de Janeiro (7,78% a.a.). Curitiba apresentou a menor taxa (6,10% a.a.).
O relatório do Índice FipeZAP Comercial é uma ferramenta essencial para investidores, gestores patrimoniais e incorporadoras que atuam no mercado de imóveis comerciais. As análises territoriais e comparativas auxiliam na identificação de mercados com maior atratividade para renda e valorização, funcionando como referencial para a tomada de decisão na estruturação de estratégias de investimento e no direcionamento de esforços de captação e alocação de capital.